Por que uma cirurgia pode ser adiada por resfriado

No geral, um resfriado, tosse, dor de garganta, ou qualquer problema respiratório podem sim levar ao atraso ou cancelamento de um procedimento.

As cirurgias que necessitam de anestesia geral apresentam maior risco de desencadear dificuldades respiratórias no pós operatório.

Por essa razão, os testes e exames pulmonares são frequentemente realizados para garantir que o paciente esteja respirando da melhor maneira possível, para minimizar estes riscos.

A natureza da cirurgia e a gravidade da doença são, muitas vezes, os fatores decisivos para determinar se a cirurgia será remarcada ou não. A decisão final geralmente fica nas mãos do cirurgião que realiza o procedimento. Em cirurgias eletivas, ou seja, as que são agendadas sem caráter de urgência - como fimoses e hérnias, a própria anestesia pode levar a um aumento de secreções no nariz e pulmões em crianças que não estão resfriadas. E é por este motivo que evitamos operará-las.

Apenas o cirurgião responsável pode decidir se os sintomas de tosse e dor de garganta são suficientemente graves para levar ao atraso ou ao cancelamento da cirurgia. Por isso, é fundamental que ele seja informado sobre qualquer sintoma incomum o quanto antes. As condições pulmonares dos pacientes são umas das primeiras coisas levadas em consideração quando pensamos em cirurgia. No entanto, podem acontecer casos em que não exista a possibilidade de adiar, sendo necessário o procedimento cirúrgico de emergência.

Sendo assim, é sempre importante perguntarmos aos pais se os filhos estão sem sintomas como coriza (catarro), febre ou tosse nos dias que antecedem o procedimento.

Sobre este conteúdo

Texto migrado do acervo editorial produzido para as redes do Dr. Walberto. A biblioteca organiza esse material para facilitar a pesquisa das famílias.

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