Walberto Souza | Cisto de Colédoco
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Cisto de Colédoco

Cisto de Colédoco

O cisto de colédoco (CC) é uma anomalia rara dos ductos biliares extra-hepáticos, caracterizada por uma dilatação do ducto colédoco, ducto formado pela união dos ductos hepáticos e o ducto da vesícula biliar, por meio do qual a bile produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar é excretada no intestino dos seres humanos.

 

 

Embora diversas hipóteses tentem explicar o surgimento do CC, a etiologia precisa ainda é controversa. Baseado em fatores morfológicos e anatômicos, em 1977, Todani e colaboradores propuseram uma classificação em 5 tipos:

 

 

O quadro clínico composto pela tríade clássica: icterícia (cor amarelada da pele e dos olhos), dor no hipocôndrio direito (porção alta do abdome à direita) e massa palpável ocorre em apenas 15 – 25 % dos casos. O mais comum é o achado de dor abdominal episódica que ocorre durante meses e até anos, às vezes associada à icterícia leve que eventualmente pode não ser notada. Outros sinais como acolia fecal (fezes sem coloração) ou colúria (urina escurecida), podem ser notados. Quando a identificação ocorre tardiamente, a apresentação costuma ser mais grave. As complicações potencialmente relacionadas são: colangite (inflamação do ducto colédoco), pancreatite, cirrose, formação de cálculos no interior do cisto, perfuração do cisto levando a infecção abdominal e transformação do cisto em um tipo de tumor chamado colangiocarcinoma.

O avanço nos métodos de imagem está aumentando a taxa de diagnóstico, incluindo o diagnóstico ainda intrauterino. O principal exame de imagem utilizado para o diagnóstico é a ultra-sonografia (US). Outros métodos diagnósticos são a tomografia computadorizada (TC), a cintilografia hepatobiliar e a colangiorressonância.

A retirada do cisto é o método de escolha para o tratamento, realizando-se uma conexão do ducto remanescente ao tubo digestivo do paciente, fazendo com que ocorra o escoamento da bile para o intestino.

A melhora dos resultados depende do diagnóstico precoce, da ressecção completa e da derivação bileo-digestiva (junção do ducto restante ao trato digestivo) adequada.

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