Walberto Souza | Hérnia epigástrica e Diástese dos retos abdominais
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Hérnia epigástrica e Diástese dos retos abdominais

Hérnia epigástrica e Diástese dos retos abdominais

CONCEITO

Trata-se de um defeito na linha alba (linha que se encontra no plano mediano do paciente e que une as duas bordas mediais dos músculos retos abdominais), com herniação de gordura pré-peritoneal. Pode apresentar-se em qualquer parte da linha média, desde o apêndice xifoide (porção inferior do osso esterno do tórax) até a cicatriz umbilical.

Qualquer defeito na continuidade das fibras tendinosas da linha alba (p. ex., rompimento, falha de desenvolvimento) junto à entrada dos vasos sanguíneos pode predispor ao aparecimento deste tipo de hérnia.

 

EXAME FÍSICO

Toda criança com queixa de aumento de volume na linha média, acima da cicatriz umbilical, é passível de ser portadora de hérnia epigástrica.

A história característica é de aumento de volume (identificação por parte dos pais de “inchaço”) em região epigástrica, na linha mediana do corpo, podendo apresentar queixa de dor ou desconforto no local.

Habitualmente, o defeito é pequeno, exigindo exame cuidadoso, às vezes, com a criança em pé e realizando algum esforço, com intuito de se contrair o abdome. A palpação deve ser cuidadosa, percorrendo toda a linha média à procura de outras hérnias (identifica-se uma falha ou nodulação, que pode ser dolorosa ou não).

Pode haver encarceramento com dor e sinais de inflamação, como vermelhidão, dor ou aumento de temperatura no local, o que torna urgente uma avaliação por um cirurgião pediátrico.

Não há necessidade de realização de exames complementares para confirmar o diagnóstico. Às vezes pode ser múltipla (10%) ou associada a hérnia umbilical (10%).

 

DIÁSTESE DOS RETOS ABDOMINAIS

Não confundir o diagnóstico de hérnia epigástrica com a diástase dos retos abdominais, que é uma falha na fixação da borda medial dos retos abdominais à linha alba (união das aponeuroses dos músculos retor abdominais), permitindo que haja um abaulamento ou tumoração que se prolonga na linha mediana do abdome. Não apresenta consequências clínicas, tendendo à resolução espontânea não necessitando de tratamento cirúrgico.

CIRURGIA

O tratamento proposto é a cirurgia, visto não haver resolução espontânea, especialmente se houver sintoma. Mais que 50% destas hérnias tornar-se-ão sintomáticas ou crescerão em volume desde sua primeira apresentação. Por isso toda hérnia epigástrica tem indicação cirúrgica e deverá ser encaminhada para avaliação com um cirurgião pediátrico qualificado para seu correto tratamento.

Marque uma consulta, traga seu filho e tire todas suas dúvidas sobre o assunto! Será um prazer atendê-los!

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