Walberto Souza | Hérnia Inguinal na Infância
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Hérnia Inguinal na Infância

Hérnia Inguinal na Infância

A hérnia inguinal é uma das patologias cirúrgicas mais comuns na infância. Ocorre em 0,8 a 4,5% da população pediátrica geral, podendo subir esta porcentagem para próximo dos 30% ns ex-prematuros. Com relação aos sexos afetados, varia de 6-10 meninos para 1 menina, sendo 60% da incidência  à direita, 25% à esquerda e os outros 15% dos dois lados.

A Hérnia Inguinal ocorre devido ao não fechamento do conduto peritônio vaginal, canal por onde o testículo da criança desce à bolsa testicular ( por isso mais comum em meninos), deixando com isso uma passagem por onde se insinuam órgãos da cavidade abdominal, mais comumente uma alça intestinal. Nas meninas, é comum a presença do ovário e da trompa no saco herniário.

O diagnóstico é eminentemente clínico, através da visualização de um inchaço ou abaulamento na região inguinal relacionado com o esforço físico como ao correr e pular em crianças maiores ou ao chorar e evacuar em bebês. Durante o exame físico, o pediatra ou cirurgião pediátrico sente um espessamento na região inguinal durante a palpação ( chamado sinal da seda). Não há necessidade de exame complementar algum, apesar de muitos pacientes já virem para consulta com o especialista trazendo uma ultrassonografia da região inguinal.

 

Hernia Inguinal

O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado eletivamente, o mais breve possível, devido ao risco de haver um encarceramento (retenção de um órgão dentro do saco herniário, ficando o mesmo impedido de retornar a cavidade abdominal). O encarceramento pode levar a bloqueio do fluxo de sangue para o órgão encarcerado, trazendo complicações que tornarão a cirurgia mais complexa e com maior risco do se realizada de forma eletiva e programada, sem urgência.

Devido a isso, indicamos o procedimento cirúrgico, após o diagnóstico, em qualquer idade. Quanto mais jovem o paciente, maior é o risco de encarceramento e de complicações. O paciente recebe alta no mesmo dia, quando o procedimento é realizado de forma eletiva. Permanecerá internado para alta no dia seguinte em se tratando de ex-prematuro, para monitorização adequada, com isso minimizando riscos relacionados ao pós-operatório destes pacientes.

A cirurgia é feita através de uma incisão transversa, com aproximadamente 1-2cm, na prega inguinal, tornando a cicatriz mais estética o possível. A anestesia geral associada a infiltração com anestésico local, é o método que proporciona um maior conforto no pós-operatório imediato e requer menos uso de anestésico geral pelo paciente.

A hérnia de crianças não tem a mesma causa ou origem da hérnia de adultos, sendo problemas distintos, não requerendo o uso de telas (frequentemente perguntado pelos familiares) ou grandes incisões, o que determina menos dor pós-operatória, menor tempo de hospitalização e um retorno mais precoce do paciente a suas atividades habituais. Por isso a avaliação feita por um cirurgião pediátrico qualificado, uma indicação cirúrgica precisa e uma estrutura hospitalar que permita a realização do procedimento com segurança é o que mais importa quando se trata de hérnia inguinal em crianças.

Agende uma consulta em caso de dúvidas com o seu filho! Será um prazer atendê-los!

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